Sobre dores não curadas e meu pé que ainda dói

*A palavra dor, será muito utilizada nessa reflexão, pseudo-potoca, sem responsabilidade alguma com o peso linguístico.

Um dia desses em uma andança por um local pouco iluminado, despercebida eu pisei em falso no degrau de uma escada muito da mal projetada inclusive (beijos arquitetos, engenheiros e pedreiros responsáveis) e lesionei meu pé.

Fiquei 1/2 dia mancado, achei que tava de boa

Até hoje ainda dói dependendo do jeito que piso, segundo minha mãe virou dor crônica e ela sempre fala quando pela milésima vez eu reclamo: “Claro, não tratou de direito!”. O problema é que eu odeio colocar gelo e tomar remédio, o primeiro porque queima a pele e parece que minha alma vai sair do corpo toda vez que o gelo entra em contato com a parte do corpo machucada,  e o segundo  (o remédio) é que eu acho que pra qualquer dor, eu digo qualquer uma mesmo, eu sempre acho que o tempo vai curar. Se é dor de cabeça eu acho que só dormir que passa, dor no estômago é só tomar banho e ir dormir que passa, dor de amores platônicos e só parar de ~stalkear~ que passa, a dor de escolher um salgado errado na lanchonete vai passar também, é só comer quietinha o salgado ruim.

Escrevo esse texto no alto do meu insight relacionando a minha dor no pé com a vida. Veja bem, vou colocar em uma situação pra ver se você, caro estranho consegue seguir meu raciocínio: Sabe quando alguém te magoa e no ápice do seu orgulho você fala que está tudo bem, mas as vezes se vê pensando com a cabeça no travesseiro que o fulano vacilou rude com você, dai é nessas horas que a raiva (de você mesmo) consome. Ai que eu te digo: “Claro, não tratou de direito”! Tudo que ainda te chateia é porque provavelmente você não lidou com isso antes, por preguiça ou por achar que era só jogar pro tempo que ele cura, uma falácia!

E sabe por quê? Porque você não deixou que o gelo proporcionasse o choque térmico na pele quente e nem que o remédio fizesse os efeitos colaterais reagirem em seu corpo. Eu e você temos essa mania de achar que o tempo cura tudo, até cura, quando nós estamos cientes que pra ele curar vai ter que doer primeiro, tem que sentir e tem que incomodar.  Longe de mim fazer um ode a dor e e me colocar em uma posição de conformismo com as lamúrias da vida (A gente se acostuma mas não devia), mas meu pai sempre fala: “Se está ruim é porque vai melhorar” (meus pais têm muitas frases de efeito).

Quando não tratamos e nem queremos lidar com com as coisas que deveríamos lidar, uma hora, e essa hora sempre chega, a dor vai estar ali, nos cutucando insistentemente até chegar a hora que você vai ter que decidir: ou o incomodo vira crônico ou tentaremos que no mínimo, doa menos.

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Nota para eu mesma: Parar de lidar assim

Toda essa metáfora gastronômica-pseudo-clinica médica-sentimentalzinha era só pra dizer que: Dores serão sentidas, mas tem que tratar pra não virar crônica, não queremos um pé que doa a vida toda. O processo de cura é mais dor do que alívio, doí no inicio, doí no meio e quando tá quase melhorando vai doer mais um pouquinho, a boa noticia é que se seguir o script de lidar com as coisas no começo, não vai doer pra sempre. A má noticia é que eu meu pé vai ficar assim por algum tempo.

Resumindo toda esse apunhado de palavras jogadas na nuvem: Trate suas dores, ou uma hora ou outra elas voltarão para te assombrar.

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Mixtape #01 – Sonzinho Bão

Domingo, dia oficial da preguiça (na minha vida) e hoje foi dia de dar um tapa na beleza, aquela hidratada marota no cabelo e passar máscara de argila verde no rosto, o que me lembra que isso dá uma ótima pauta.

giphy-12.gifÉ disso que eu estou falando

Enquanto eu fazia todo o ritual de beleza (como diz minha amiga Beyoncé, a beleza dói) coloquei meu chamado Sonzinho Bão pra tocar enquanto passava o tempo.  A Mixtape #01 vem então pra abrir a sessão de música desse blog e é especial pra mim porque é a  aquela playlist que eu gosto de colocar no último volume e soltar a cantora que existe dentro de mim.

Compondo o time do cenário nacional que tenho escutado, temos de Elza Soares com sua Mulher do fim do mundo; passando pelo Rap atual (? ) com Tássia Reis, Bacu, Rael, Emicida, Luccas Carlos; As novas caras (outras nem tão novas)  com Lagum, Carol Biazin, Duda Beat, Mahmundi, Ana Gabriela, Ana Vilela, Jaloo, Melim e Davi.

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Inquietudes. A intro.

Sabe naqueles álbuns de nossos cantores favoritos que sempre tem a intro instrumental de 0:30 que basicamente só servem pra nos fazer pular de faixa? Então, é sobre isso esse post.

Inquietudes porque no alto dos meus 24 eu penso muita coisa ao mesmo tempo e eu, que desde os 12 estou em um relacionamento de idas e vindas com o mundo de blogs senti a necessidade de tentar mais uma vez, depois de muitas tentativas nos últimos 12 anos (12 fucking anos tentando fazer um blog continuar vivo por mais de 2 meses. 12 ANOS!). Inquietudes porque eu tenho algumas coisas a serem ditas e é desperdício de sanidade mental mantê-las só pra mim.

Eu tenho um histórico de desistências desde a infância, e bom, eu tenho orgulho de algumas coisas que eu consegui não desistir (lê-se faculdade e academia) e pensei: “Se minha frequência de desistências tem diminuido, por que não tentar um blog mais uma vez? Está tudo ao meu favor dessa vez (risos).

E dessa vez estou começando assim: crua, sem pretensões, sem layout personalizado, sem url descolada, desprendida, no ápice da minha maturidade (a que eu acho que eu tenho). Eu aprendi que ensaiar demais pra começar as coisas só empaca a gente e assim bem no estilo “se tá como medo vai com medo mesmo” eu começo esse blog.

Imagem relacionadaAssim, só pra começar.